segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Teatro Brasileiro do século XX

O início do século XX marca talvez o período mais crítico do teatro brasileiro. Sobre a influencia do vocabular de Coelho Neto ( "O Diabo no Corpo", "A Mulher", "O pedido, quebranto"), os autores da época caminhavam por caminhos que os conduziram à verbosidade antiteatral. Incluem- se nessa linha Goulart de Andrade ( "Renúncia", "Depois da Morte" ), João do Rio ( "A Bela Madame Vargas", "Um chá das cinco"), Roberto Gomes ( " Casa Fechada", "Berenice"), Paulo Gonçalves ("As noivas", "A comédia do coração) e Gastão Trojeiro ( "Onde canta o Sabiá", "Cala boca Etelvina! ").
Mas a época registra a consagração de alguns atores como Itália Fausta, Apolônia, Leonardo Froés, Jaime Costa, Cochita de Moraes, Abigail Maia, Iracema de Alencar, Procópio Ferreira e Dulcina de Morais.
Contra esse teatro acadêmico e indeciso investiu o movimento modernista de 1922, com Eugênia e Álvaro Moreira, fundadores do Teatro de Brinquedo. Joracy Carmargo cuja peça "Deus lhe pague" é considerada a primeira tentativa de teatro social no país, e Oswald de Andrade, um dos maiores representantes do Modernismo, com suas experiencias dadaístas e surresalistas em "O Homem e o Cavalo", "A Mostra" e "O Rei da vela". Embora a dramartugia moidernistas não tenha colaborado diretamente para a formulação das futuras diretrizes do teatro brasileiro, suas reinvidicações tornaram possível a eclosão de movimento que romperam de vez as amarras da tradição portuguesa.

              

     

                             

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